terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que fazer com um criminoso desse tipo


Ajudante é indiciado por explodir cachorro

Fernando GuimarãesNotícia publicada na edição de 31/10/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página
8 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
Para pôr fim ao sofrimento de um cão de porte médio e sem raça
definida, o ajudante de eletricista Gregori Francisco Toledo dos Santos,
de 24 anos, dono do animal, decidiu sacrificá-lo, porém escolheu uma
forma bizarra, explodindo o animal. Para isso colocou bombas de calibre
grosso em torno do tórax do cachorro e acendeu os pavios. Uma mulher
grávida de cinco meses denunciou o ato de crueldade, pois passava pela
rua no momento da explosão. Assustou-se com o barulho e quando olhou
para o lado viu os restos mortais do cão.


A Polícia Militar foi chamada e levou o rapaz para o plantão da Zona
Norte, onde o delegado indiciou-o por crime de crueldade contra animais,
previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998. Responderá ao
processo em liberdade e caso seja condenado poderá pegar detenção de
três meses a um ano, mais multa.


O crime aconteceu por volta das 13h deste sábado (30), na rua Jowala
Sing, no Parque Vitória-Régia 2. A gestante, de 28 anos, assustou-se com
o barulho da explosão e viu o rapaz recolhendo o animal despedaçado em
uma sacola, levando-o em direção ao rio Sorocaba. Ela começou a passar
mal, pegou o celular e avisou a polícia. Os soldados da PM, Barros e
Pafume, da 2ª Companhia de Polícia Militar, atenderam ao chamado. Eles
detiveram o rapaz que alegou ter feito o que fez para pôr fim ao
sofrimento do animal, já que o cachorro estaria com uma doença terminal.
"Disse a ele que poderia ter levado na Zoonoses, se não podia pagar um
veterinário para que dessem uma injeção letal, e não explodir o coitado
do animal", comentou o soldado Pafume.


Gregori disse ter jogado o animal no rio Sorocaba. Residem com o acusado
dois filhos pequenos, a esposa e a sogra. Os policiais não souberam
informar se a família presenciou o ato brutal. "Havia marcas de sangue
por toda a parte", comenta o policial. A gestante, que ainda se sentia
mal, prestou depoimento na delegacia e foi levada pelos policiais à
Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte, sendo transferida para a Santa
Casa de Misericórdia, porque se queixava de dores abdominais em razão do
susto e nervosismo.


O artigo 32 traz o seguinte texto: Praticar ato de abuso, maus-tratos,
ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos
ou exóticos resulta em pena de detenção, de três meses a um ano, e
multa. No parágrafo primeiro diz: "incorre nas mesmas penas quem realiza
experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins
didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos". E no
parágrafo segundo segue: "a pena é aumentada de um sexto a um terço, se
ocorre morte do animal".



Nenhum comentário: